
Pré-aqueça o forno a 180 °C (calor estático) e coloque um tabuleiro fundo no centro, com água quente a ferver até meio da altura — este será o banho-maria.
Prepare o caramelo: leve 150 g de açúcar e as 3 colheres de sopa de água a lume médio num tacho de fundo espesso, sem mexer, apenas rodando o tacho se necessário, até obter um caramelo cor de âmbar escuro. Verta imediatamente numa forma de pudim com chaminé (capacidade ≈ 1,5 l) e rode-a rapidamente para revestir o fundo e os lados com uma camada uniforme. Reserve.
Deite o leite num tacho com as tiras de casca de limão e o pau de canela e leve a lume médio até surgirem as primeiras bolhas nas bordas. Retire do lume, tape e deixe infusionar 5 minutos; descarte a casca de limão e o pau de canela.
Numa taça ampla, bata os 6 ovos com 150 g de açúcar com uma vara de arames durante cerca de 1 minuto, apenas até ficarem bem ligados e o açúcar dissolvido — evite bater em demasia para não incorporar ar excessivo.
Adicione o leite morno à mistura de ovos em fio muito fino, mexendo sempre com a vara em movimentos circulares lentos. Coe o preparado através de um coador de rede e verta-o com cuidado sobre o caramelo solidificado na forma.
Cubra a forma com folha de alumínio, pressione as bordas para vedar bem e coloque-a no tabuleiro de banho-maria no forno. Coza 55 a 65 minutos: o pudim está pronto quando as bordas estiverem firmes mas o centro apresentar ainda um ligeiro tremor ao sacudir suavemente a forma.
Retire a forma do banho-maria e deixe arrefecer completamente à temperatura ambiente. Leve depois ao frigorífico durante pelo menos 4 horas, de preferência de um dia para o outro — o pudim firma e o sabor intensifica com o frio.
Para desenformar, passe a ponta fina de uma faca pelos bordos exteriores e à volta da chaminé para soltar o pudim, cubra a forma com um prato de serviço fundo e vire com um movimento rápido e decidido. Sirva bem frio, regado com todo o caramelo líquido que escorreu da forma.