
Cozer o polvo inteiro em água a ferver com 1 cebola cortada ao meio, 1 dente de alho e 1 folha de louro em lume médio-alto durante 35 a 40 minutos, ou até um garfo entrar facilmente nos tentáculos. Escorrer e reservar pelo menos 1,2 litros do caldo de cozedura. Deixar arrefecer ligeiramente e cortar o polvo em pedaços de 3-4 cm.
Num tacho largo (de barro, se possível), aquecer o azeite em lume médio e refogar a cebola restante picada finamente durante 5 minutos, até ficar mole e translúcida. Juntar os restantes 3 dentes de alho picados, a folha de louro e o piripiri, e deixar alourar mais 2 minutos.
Adicionar o pimento vermelho cortado em cubinhos pequenos e o tomate sem pele nem sementes picado grosseiramente. Cozinhar em lume médio por 5-6 minutos, mexendo regularmente, até o tomate se desfazer e o conjunto formar um molho concentrado. Refrescar com o vinho branco e deixar evaporar o álcool por 2 minutos.
Juntar o arroz carolino e mexer durante 1 minuto para que os bagos absorvam os sabores do refogado. Verter 1 litro do caldo de cozedura do polvo quente, retificar o sal e a pimenta e cozinhar em lume médio, mexendo de vez em quando, durante 10 minutos.
Adicionar os pedaços de polvo e cozinhar mais 7-8 minutos, até o arroz estar cozido mas ainda bastante caldoso e solto. Se o arroz absorver demasiado líquido antes de estar no ponto, juntar mais caldo quente aos poucos para manter a consistência malandrinha.
Retirar do lume, polvilhar generosamente com os coentros frescos picados e levar o tacho diretamente à mesa. Servir de imediato, pois o arroz malandrinho continua a cozer e perde o ponto com rapidez.