
Cozer a batata-doce: descascar e cortar em rodelas de 1 cm de espessura. Colocar numa panela com água fria bem salgada, levar ao lume e cozer durante 15 minutos, até estar macia mas firme quando picada com um garfo. Escorrer, deixar arrefecer à temperatura ambiente e reservar.
Preparar o robalo: percorrer os filés com os dedos para detectar espinhas e retirá-las com uma pinça. Cortar o peixe em cubos uniformes de 1–1,5 cm — a uniformidade garante uma cura homogénea. Transferir para uma taça de vidro ou inox, tapar com película aderente e levar ao frigorífico enquanto se prepara os restantes ingredientes.
Suavizar a cebola: colocar as meias-luas de cebola roxa numa tigela pequena com água fria e uma pitada de sal. Deixar de molho 10 minutos para atenuar o sabor pungente. Escorrer e secar ligeiramente com papel de cozinha.
Marinar o peixe (leche de tigre): retirar a taça de peixe do frigorífico. Juntar o sumo de lima, o sumo de laranja, o alho picado fino, o piri-piri e 1 colher de chá de sal grosso. Misturar bem para que o líquido cubra todos os cubos. Tapar e devolver ao frigorífico por 15–20 minutos, mexendo delicadamente a meio do tempo. O peixe está pronto quando as bordas estiverem opacas e brancas mas o centro ainda ligeiramente translúcido — cura em demasia torna a textura borrachenta.
Incorporar os aromáticos: retirar o ceviche do frio. Adicionar a cebola escorrida e os coentros picados e envolver com cuidado. Provar e rectificar o sal, a pimenta preta e a acidez — um pouco mais de sumo de lima equilibra se necessário.
Servir de imediato: distribuir o ceviche e a leche de tigre do fundo da taça por 4 taças fundas ou pratos de sopa. Acompanhar com as rodelas de batata-doce ao lado. Servir logo após montar — o peixe continua a curar com o ácido e a textura muda passados alguns minutos.